QueroWorkar#Entrevista – Fernando Masanori

Continuando a nossa série de entrevistas com os participantes do ByteGirl, hoje iremos conversar com o Fernando Masanori. Ele é professor, um dos fundadores do Pyladies São Carlos e grande entusiasta da linguagem Python no Brasil.

Vamos conhecê-lo um pouco mais e nos preparar para encontrá-lo no Byte Girl 2016.

QueroWorkar: Quem é o Fernando Masanori? Conte para os nossos leitores um pouco sobre a sua história na área de TI, o que você faz ultimamente e o que você ainda deseja fazer?

Fernando Masonari: Sou professor da Fatec São José dos Campos, amo dar aulas.

QW: Como você decidiu entrar na área de TI?

FM: Meu sonho era ser jornalista, como meu pai, mas como eu tinha a cabeça muito desordenada, achei melhor fazer faculdade de exatas para organizar o raciocínio.

QW: No período em que você fazia a graduação, tinham muitas mulheres na sua sala de aula?

FM: Fiz computação no IME­-USP e mestrado no ITA. Na minha época já eram poucas meninas, mas escutei falar que no início do IME-USP eram maioria.

QW: E agora que você está no mercado de trabalho, tem participação feminina no seu ambiente de trabalho?

FM: No ambiente de trabalho acaba sendo um pouco pior a situação, por conta da dificuldade entre compaginar maternidade e deveres profissionais.

QW: Qual a sua visão para o fato de ter tão poucas mulheres atuando nas áreas de tecnologia? O que você acha que falta para que isso mude?

FM: Acredito que não deva existir um único motivo, mas o fato é que hoje as mulheres são minoria. E que isso implica que elas gastam uma energia considerável tentando superar essa barreira de entrada no mercado de trabalho.
Eu tenho uma amiga que foi em um evento de TI e ao se apresentar perguntaram para ela: “se você programava mesmo” e “de quem ela era namorada”. Uma pequena atitude que ajudaria é empatia pela dificuldade que as meninas sentem para entrar neste mercado. Muitas vezes pré-julgamos, achamos que não existe o problema por sermos homens.

QW: Falando um pouco mais sobre o seu trabalho, nas suas redes sociais, percebi que você é um grande entusiasta da linguagem Python, como isso começou?

FM: Foi uma demanda de trabalho, uma fábrica de software solicitou dez alunos que conhecessem Python e isso chamou a atenção. Eu pensava que era apenas uma linguagem boa para ensino de programação, mas vi que ela tinha uma aplicação real no mercado, descobri depois que Google, YouTube, Disney usavam muito essa linguagem.

QW: Você foi um dos fundadores do grupo Pyladies de São Carlos e São Paulo, de onde surgiu a ideia de criar um grupo voltado para o público feminino?

FM: Eu não fundei nada, só incentivei algumas meninas a fundarem. As próprias mulheres devem ser protagonistas em questões de diversidade e inclusão. 

QW: Por que você acha importante se envolver tanto com esses assuntos?

FM: Os homens devem apoiar as iniciativas que elas criam, caso contrário não há sustentabilidade.

QW: Você esteve na Namíbia, poderia nos contar resumidamente sobre a sua experiência no Pais?

FM: Na Namíbia participei, com outros tutores, de um workshop chamado Django Girls, para ensinar a fazer sites, para 40 mulheres. Uma das minhas alunas era ativista social, que queria atingir universitários para sua causa feminista. Outra, do terceiro ano de medicina, foi finalista do Miss Namíbia. Muitas não tinham relação com a Universidade.

QW: Como a tecnologia é vista nesse País? Quais foram as principais diferenças que você viu?

FM: A tecnologia era vista como uma oportunidade de fazer as coisas acontecerem. Na Namíbia uma corrida de táxi, para qualquer lugar na cidade, saia por 5 reais. Muitas alunas não tinham um computador pessoal. No final da conferência a Python Software Foundation doou um Rasperry Pi , pequeno computador do tamanho de um cartão de crédito, para cada uma dessas alunas.
Se você fizer uma pesquisa entre as participantes do Byte Girl serão poucas as que não possuem um computador em casa. Nossa realidade nesse sentido é melhor.

QW: Você irá participar do ByteGirl, com um workshop: Hackeando Dados Públicos com Python, você já conhecia o evento? O que você acha de um evento que visa incentivar a trazer mais mulheres para TI?

FM: Já conhecia o evento do ano anterior, havia sido convidado, mas estava numa conferência em Tóquio na mesma data. Acredito que eventos inclusivos são importantes para que voltemos ao equilíbrio de gênero no mercado. A projeção é de que aumente a demanda de ofertas de vagas de TI e as mulheres são mais do que bem vindas.

QW: O que podemos esperar do seu workshop no ByteGirl?

FM: É um tutorial para iniciantes, basta ter algumas noções de programação em qualquer linguagem. Vamos responder a duas perguntas:
1) Quanto o Brasil gastou na Copa do Mundo.
2) Quantas escolas existem, em funcionamento, sem água, luz e esgoto.
Usaremos dados públicos para isso.

 

SAVE THE DATE:

Dia: 08/10/16 às 08:00
Local: FA7
Você terá um encontro marcado com a Fernando Masanori para fazer a workshop Hackeando dados públicos com Python.

Patrocínio:

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