QueroWorkar#Entrevista03 – “Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo.”

A educação é fundamental para termos uma carreira promissora. Sem as primeiras palavras que você prendeu com a sua professora da alfabetização (atual 1ª série) você não estaria aqui hoje lendo esse texto ou mesmo se aventurando nesse mundo vasto da codificação.

“Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo.” – Malala Yousafzai

A arte de ensinar não é para todos e não é fácil. A profissão de professor hoje no Brasil, continua sendo pouco valorizada e, principalmente, sendo de pouco interesse para os jovens, e assim caminhamos para um futuro incerto de quem serão as professoras Helenas e professores Girafales que farão parte das lembranças de um tempo bom de escola/faculdade nas próximas gerações.

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O QueroWorkar#Entrevista de hoje traz o professor Eduardo Mendes (docente da Faculdade 7 de Setembro, tecladista, ciclista e Coordenador do DESI) para contar como da música ele foi se aventurar no ensino de Tecnologia da Informação, e como a carreira acadêmica foi chegando aos poucos e tomando conta da vida dele sem ele perceber. Vamos a entrevista.

QueroWorkar: Conte um pouco da sua trajetória na área até se tornar professor para que os nossos leitores te conheçam um pouco mais.

Eduardo Mendes: A computação é uma coisa que está presente desde muito cedo na minha vida, pois meus irmãos mais velhos sempre curtiram computador. Em casa, tivemos nos anos 80 um Apple II, então acabava brincando com ele, fazendo pequenos programas, tendo o primeiro contato com aquela novidade que era o computador pessoal.

Mais tarde, aos 12 anos, tive oportunidade de fazer um curso de informática para aprender a linguagem de programação Logo, aquele da tartaruga, e daí aprendi muita coisa. Mas eu tinha outra paixão na época, a música, que me levou a ser tecladista profissional, e a optar pela música ao invés da computação até na faculdade.

Mas mesmo na música a computação estava presente, pois como era tecladista, eu sempre estava usando computadores no meu dia a dia no trabalho, em uma época que ainda não era tão disseminado assim.

Idas e vindas, acabei tendo que optar por mudar de carreira, e tipo que na intuição fui atrás de uma229393_2101927307713_7297666_n carreira na computação, daí fui fazer Sistemas de Informação na FA7. Foi um tiro muito certo, gostei muito do curso e procurei me dedicar a aprender tudo o que podia desde o começo. Durante o curso, já fui estagiando em locais bacanas e mesmo antes de me formar já estava empregado. Tive boas oportunidades, entre elas fui ainda aluno, participar como instrutor nas atividades de extensão da faculdade. O que me chamou uma certa atenção para a docência.

Às vezes você tem a sorte de estar na hora certa, no lugar certo e preparado para agarrar a oportunidade. Apesar de no final do curso eu já estar trabalhando 40h semanais, eu não deixava a bola cair na faculdade e, acho que por isso, assim que me formei fui convidado para dar aula na própria FA7, o que me deixou muito orgulhoso de mim mesmo. De repente com o passar do tempo encontrei uma satisfação absurda em ser professor e poder contribuir com o mesmo tipo de transformação de vida pela qual eu passei, pois essa graduação em Sistemas de Informação mudou a minha vida de várias maneiras positivas.

“Mas mesmo na música a computação estava presente, pois como era tecladista, eu sempre estava usando computadores no meu dia a dia no trabalho…”

QW: Você sempre teve o interesse em ensinar ou foi uma oportunidade que surgiu por acaso?

EM: Eu já tinha sido professor de música antes, mas era diferente. Primeiro que eram aulas particulares, e também nem sempre era algo prioritário para os alunos. Quando embarquei na computação, o que eu fui percebendo mesmo é que eu queria desenvolver software, mas já durante o curso, ao estudar em grupos com os amigos, eles sempre me diziam que eu deveria ser professor. Acabei compartilhando conhecimento em alguns cursos de extensão na faculdade. Quando fui convidado pela FA7 para ser professor da graduação mesmo, ainda não tinha ideia do quanto isso seria importante na minha vida. Agora que estou no 10.º ano de exercício da docência, não consigo me ver longe da vida acadêmica.

QW: É sempre comum quando você fala que é professor universitário vir a pergunta acoplada: é só professor? Não trabalha com outra coisa? Isso te irrita? Reflete em como as pessoas acham os professores desvalorizados?

EM: Acho que isso já foi mais comum no começo, vez ou outra me perguntam se eu trabalho com algo mais, mas não só com isso. Mas nunca chegou a me irritar, não. Eu acho que isso só não impressiona muito na hora da paquera, haha.

QW: Descreva um pouco do seu dia a dia.

EM: Na FA7 dou aulas, faço parte da Conselho do Curso de Sistemas de Informação e coordeno um 10390939_697005737022475_3096688784142061477_nlaboratório de desenvolvimento e aprendizado para alunos do curso que se chama DESI – Núcleo de Desenvolvimento de Sistemas de Informação. Então divido minhas atividades acadêmicas nestas atividades. Uma coisa legal sobre isso, é que o DESI foi o local onde tive minha primeira oportunidade na computação, fui um dos primeiros bolsistas deste laboratório. Isso foi extremamente importante para que eu me desenvolvesse como desenvolvedor e hoje tento contribuir com o desenvolvimento de cada um que passa por lá.

“…mas já durante o curso, ao estudar em grupos com os amigos, eles sempre me diziam que eu deveria ser professor.”

QW: Porque você acha que tão pouca gente segue uma carreira acadêmica na área de tecnologia da informação?

EM: Acho que tem bastante gente, tem mais gente do que vagas na verdade. De qualquer forma tem duas coisas que podem esclarecer essa impressão. Primeiro que a computação é muito focada em resolver problemas reais, e como durante o curso já aparecem muitas oportunidades de empregos, as pessoas já vão seguindo as carreiras que já estão ali à mão. A segunda coisa é que a carreira acadêmica exige mais tempo de estudo, mais títulos, e a dedicação exigida pode impedir que durante este tempo estendido de estudo não se possa ter um emprego em paralelo, o que dificulta lograr êxito nestas empreitadas.

QW: Quais são os passos para seguir na carreira acadêmica?

EM: Durante a graduação é importante que a pessoa procure se integrar a algum projeto de pesquisa, para participar da produção de artigos científicos, o que pode ajudar bastante numa futura seleção de mestrado. É importante também manter as notas boas, pois algumas seleções de mestrado pedem sua média geral como parte do processo seletivo. É importante encontrar algo também pela qual você se apaixone por pesquisar, pois é uma coisa que dá muito trabalho, então se você não gostar, complica. Outra coisa, acho que ainda mais importante, é durante este processo de conseguir títulos, aprender a gostar de gente e de contribuir com a evolução das pessoas.

QW: Obrigada professor Eduardo por mostrar um pouco mais a profissão de docente e a importância dela para as nossas vidas.

Gostou de conhecer um pouco mais de como é o dia a dia de quem escolheu ensinar? E você? Muitos amigos acham que você também seria um ótimo professor? Porque você não começa a seguir esses passos? Deixa aí nos comentários se você já pensou nisso e até a próxima entrevista.

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