QueroWorkar#Entrevista – Rafael Santiago

O QueroWorka #Entrevista está de volta, e nesse início de 2017 estaremos trazendo uma série de entrevistas com profissionais de TI que partiram do Brasil para o mundo, e conseguiram a tão sonhada vaga internacional.

E o nosso primeiro entrevistado é o Rafael Santiago, que hoje está na Irlanda trabalhando como desenvolvedor mobile.

QueroWorkar: Oi Rafael, eu vi que você tá trabalhando atualmente na Irlanda, em que você trabalha por aí? Está empregado em alguma empresa?

Rafael Santiago: Oi Paulo, estou trabalhando como desenvolvedor mobile em uma empresa do setor de pagamentos chamada worldnet.

QW: Conta um pouco da tua trajetória até aqui, quais cursos você fez, quais os cargos em que trabalhou.

RS: Sou bacharel em ciência da computação e minha carreira começou quando ainda estava na metade do meu curso, estagiando na Uniodonto Fortaleza como desenvolvedor Java. Quase 4 anos e já como analista de sistemas, fui convidado a trabalhar na TBM – Textil Bezerra de Menezes, como analista de sistemas, ainda trabalhando como desenvolvedor Java. Passados alguns meses, fui de encontro a mais um desafio, agora em um laboratório na UFC, onde tive um contato mais de perto com o mundo mobile, mais especificamente a plataforma Android, no qual me impulsionou a começar uma pós-graduação em dispositivos móveis. Decidi vir para a Irlanda para melhorar meu inglês, então aproveitei a oportunidade e comecei a tentar me empregar no mercado de TI irlandês. Alguns meses passados, muitos currículos enviados e poucas entrevistas, comecei a trabalhar na worldnet como desenvolvedor mobile, trabalhando agora nas plataformas Android e iOS. Hoje tenho feito alguns cursos no Coursera para aprimorar ainda mais meus conhecimentos.

QW: O que te levou a querer trabalhar fora do Brasil?

RS: Tinha curiosidade em como seria o ambiente das empresas, o quão parecido e/ou diferente seriam em relação ao Brasil. Mas o mais importante era a ter um bom inglês que a experiência fora do Brasil me proporcionaria, e que caso eu voltasse, eu acreditava que seria um diferencial no currículo. Em países como Alemanha, Suécia e Holanda que o idioma principal não é o inglês, por exemplo, existem vagas onde não se exige o idioma local, mas sim o inglês.

 

“Você precisa ser capaz de se comunicar em inglês”

 

QW: O que você teve que fazer para conseguir ser contratado? Currículo, portfólio, trabalhos freelancer?

RS: As ferramentas que vejo serem mais utilizadas por aqui são Linkedin, Github, Currículo e sites de ofertas de vagas de emprego local. Portfólio é importante principalmente para quem é da área de dispositivos móveis e algumas empresas acham diferencial caso tenha feito alguns projetos freelancer.

QW: Como foi o processo de contratação?

RS: Foram uma entrevista com um recrutador e duas entrevistas com a empresa. Após isso, a empresa me deu uma carta de oferta do emprego então fui ao órgão do governo irlandês responsável por emitir os vistos de trabalho.

QW: Eu vi que você trabalhou um tempo com freelas, isso foi importante pra você conseguir um emprego na Irlanda?

RS: Não digo que foi importante para conseguir emprego na empresa em que estou, mas alguns recrutadores acharam diferencial. O legal do freelancer como renda extra é que muitas das vezes será uma oportunidade de você trabalhar com algo que você ainda não fez, que por consequência te força a pesquisar para resolver os problemas que aparecem durante o projeto, logo te tira da sua zona de conforto e te faz aprender.

“Currículo e perfil do Linkedin têm que estar em inglês também”

QW: Como está sendo a experiência de trabalhar fora do Brasil? Pretende voltar?

RS: A experiência está sendo ótima, muita oportunidade de aprendizado, sem contar que tem eventos na cidade e hackathons, que ajudam a estar atualizado nas novas tecnologias, além de ser uma oportunidade para se fazer Networking. Em relação ao Brasil pretendo ir a passeio para visitar família e amigos, mas ainda é muito cedo para dizer que morar na Irlanda é algo definitivo.

QW: Que dicas você daria para quem quer seguir esse caminho de freelancer?

RS: Existem alguns sites que oferecem trabalhos freelancer como o freelancer.com e o upwork.com. Faça um portfólio com exemplos dos serviços que você pretende oferecer e avise aos seus amigos e parentes. Muitos trabalhos podem cair no seu colo só por conta do boca-a-boca.

 

“Contribuir em projetos open-source é visto com bons olhos”

QW: E que dicas você daria para quem quer trabalhar fora do Brasil?

RS: Primeiro de tudo, você precisa ser capaz de se comunicar em inglês, portanto ter um inglês no mínimo intermediário é o ideal. O que me ajudou quando comecei a fazer entrevistas foi explicar em voz alta o que eu fiz e quais as tecnologias utilizei em cada empresa que estava no meu currículo. Currículo e perfil do Linkedin tem que estar em inglês também. Github tem sua importância, caso você não tenha projetos pessoais, contribuir em projetos open-source é visto com bons olhos. Aplique para vagas estando no Brasil. Conheci vários brasileiros que já vieram empregados do Brasil, e é bom para começar a praticar o ouvido, pois sempre os processos seletivos começam por uma primeira entrevista por telefone. No StackOverflow Jobs (http://stackoverflow.com/jobs) é possível ver algumas vagas que oferecem visto de trabalho. Claro que a quantidade de entrevistas você já estando no país tende a ser maior, mas se você tiver as habilidades que eles precisam, eles vão te ligar com certeza.

 

É isso aí pessoal, esperamos que a história Rafael inspire a todos que desejam seguir o caminho da carreira internacional.

E em breve virão mais entrevistas por aí.

Até mais!

Paulo Henrique Amaral

Paulo Henrique é analista de sistemas, programador, co-fundador do QueroWorkar, cinéfilo, nerd, marido apaixonado e pai adotivo de 2 vira-latas lindas. Adora uma polêmica, e se reunir com a sua grande família.

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