Oi pessoal, hoje o QueroWorkar#Entrevista é com o Nathan Azevedo, atualmente ele é DevOps Engineer na Irlanda e vai contar pra gente um pouco da sua trajetória.
Confira a Entrevista!

QueroWorkar: Oi Nathan, eu vi que atualmente você tá trabalhando na Irlanda, em que você trabalha por aí? Está empregado em alguma empresa?

Nathan Azevedo: Eu trabalho na Ericsson como “DevOps Engineer” através de uma empresa terceirizada, Sidero Ltd, Irlanda.

QW: Conta um pouco da tua trajetória até aqui, quais cursos você fez, quais os cargos em que trabalhou.

NA: Meu objetivo era chegar na Irlanda como Software Engineer/Developer, de forma bem resumida você precisa de duas coisas para imigrar para outro pais:
Um nível intermediário de inglês;
Os requisitos da maioria dos cargos(tecnologias).
No caso do inglês, eu investi em cursos preparatórios, mas o melhor resultado será sempre de um professor particular. Como teste, também fiz uma viagem de 1 mês para o Canada/EUA.

Fiz uma pesquisa de mercado e levantei as principais tecnologias, entre elas: Core JAVA, EJB, Node.js, Angular.js, Git, Spring, Rest services, etc.
Certificações ajudam? Muito! Lhe dará muito mais confiança perante ao seu entrevistador e pode ser um diferencial de decisão entre outros candidatos.

QW: O que te levou a querer trabalhar fora do Brasil?

NA: Eu estava em uma excelente empresa e tinha uma condição de vida considerável no Brasil, mas depois de fazer uma viagem para um pais de primeiro mundo, você percebe que há mais “vantagens” em morar fora, como: Qualidade de vida, serviços públicos de qualidade, SEGURANÇA, etc.

Depois de morar fora você percebe outras coisas, pelo menos para quem trabalha em TI, no caso da Europa, eh muito fácil viajar para qualquer outro lugar dentro da Europa(muitas vagas), um prato cheio para quem gosta de viajar. Um exemplo simples eh o valor da passagem aérea, 60 euros ida e volta.

QW: O que você teve que fazer para conseguir ser contratado? Currículo, portfólio, trabalhos freelancer?

NA: Tudo isso pode lhe ajudar, mas um bom currículo sempre vai ser o principal. Na Irlanda especialmente, eles costumam trabalhar com um modelo de currículo mais extenso. Você terá de descrever em detalhes todas as suas experiencias profissionais.
O portfólio pode ser um repositório GITHUB, com exemplos e códigos que você se “orgulha” (palavras tiradas de uma última entrevista que fiz).

Outro ponto importantíssimo é a sua pesquisa, comece a procurar empregos principalmente nos sites de buscas de empregos: Monster, etc. Adicione todos os recrutadores que encontrar nesses sites no seu perfil do LinkedIn, assim você ficará sabendo das ofertas antes de chegarem a esses meios de publicação maiores.

*Não é preciso comentar que você deve ter seu perfil em inglês no Linkedin e que seu inglês deve ser capaz de manter um dialogo técnico.
*Diploma é requisito básico.

 

“Um bom currículo sempre vai ser o principal”

 

QW: Como foi o processo de contratação?

NA: A maioria das empresas estrangeiras trabalham um pouco diferente do Brasil, elas utilizam terceirizadas para buscar candidatos(empresas especializadas em recrutar).
As Contratações/entrevistas ocorrem em poucos estágios, eu fiz algumas entrevistas antes de conseguir o primeiro emprego:
Uma conversa rápida e simples com o recrutador. Algumas perguntas bem simples, como: Por que você esta querendo imigrar? Quando você estará disponível caso seja aprovado? Se você tem experiência com as tecnologias da posição. Nesse momento também ele estará avaliando seu inglês.
Alguém da empresa entrará em contato com você e lhe enviará um “desafio”. Pode ser um teste escrito sobre as tecnologias, uma prova, ou mesmo que você desenhe uma aplicação simples.
Uma entrevista novamente com alguém da empresa. Normalmente um gerente ou técnico, onde irão discutir o resultado/design do seu desafio. Se você chegou ate aqui é uma excelente noticia, você está quase lá.
Um último telefonema ou email seguido de um documento formal de oferta de emprego.
Obviamente as empresas possuem metodologias diferentes, mas eu posso dizer que, de uma forma genérica, essa é a forma das entrevistas.

QW: O que você acha que foi decisivo pra você ser contratado?

NA: Antes de entrar nas entrevistas eu passei alguns anos me preparando, aperfeiçoando o inglês e focando em certificações. Não há melhor modo de garantir sua vaga do que estar bem preparado e se especializar o suficiente nas tecnologias da vaga em foco.

QW: Em relação ao contrato de trabalho aí, é muito diferente da CLT?

NA: Em parte sim, lembrando que não existe décimo e normalmente tem validade de 1 ano, extensível automaticamente.

Muitas vezes o contrato vai variar de país para país.

As férias são diferentes do Brasil, aqui elas são contadas e usufruídas em períodos menores, exemplo: 1-2 dias. Claro que você pode tirar o mês todo, mas não é comum para eles.

QW: Sobre a questão burocrática, como foi para conseguir visto pra trabalhar Na Irlanda?

NA: Tão simples que pareceu mentira. Eles pediram alguns documentos: diploma, cópia do passaporte e foto. O visto chegou na minha casa com 30 dias, uma simples folha de papel protocolada.

Tenha certeza que será mais fácil que pegar seu dinheiro na fila da caixa.

QW: Como está sendo a experiência de viver e trabalhar fora do Brasil? Pretende voltar?

NA: A melhor decisão que tomei na vida foi sair do Brasil, não quero mais voltar, exceto para visitar a minha família.

QW: Que dicas você daria pra quem quer trabalhar fora do Brasil?

NA: Comece focando no inglês ou língua nativa do país para o qual deseja imigrar. Quando possível, estude todas as tecnologias que são requisitos das vagas em inglês, você irá se deparar com muitos termos e expressões novas.

Crie uma rede de relacionamentos com os recrutadores no linkedin e esteja sempre presente nas vagas ofertadas, depois de algum tempo eles lembrarão de você antes de publicar a vaga.

Por último, se prepare para as entrevistas e considere que vai perder muito tempo com elas. Em média, somente para formatar e enviar um currículo leva 30-40 minutos, considerando que você irá trocar o foco do CV para cada vaga buscada.

QW: Valeu Nathan, tenho certeza que essa entrevista e dicas vão inspirar muita gente.

Curtiram a entrevista? Então acompanhe o nosso Blog porque vem mais por aí.

Abraços

Paulo Henrique Amaral

Paulo Henrique é analista de sistemas, programador, co-fundador do QueroWorkar, cinéfilo, nerd, marido apaixonado e pai adotivo de 2 vira-latas lindas. Adora uma polêmica, e se reunir com a sua grande família.

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