Mulheres no Desenvolvimento de Software

Desde que as mulheres começaram a sua luta por independência e por direitos iguais muito já foi conquistado e também há muito ainda para se conquistar. As mulheres nas ciências sempre enfrentaram preconceitos, pois se justificava que o método cientifico desvalorizava muito as características tidas como femininas, como a subjetividade, cooperação, empatia e sentimento, assim nos séculos passados, as mulheres não participavam da comunidade cientifica. A partir do século XX esse conceito caiu e tivemos diversas contribuições femininas na ciência ao longo da história.

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A informática entrou na vida das mulheres logo no período de guerra. Período em que muitas delas já auxiliavam os cientistas nos cálculos balísticos, e com a chegada do computador muitas deram continuidade ao que já faziam manualmente, utilizando essa nova ferramenta, e assim muitas delas contribuíram para o desenvolvimento da informática que utilizamos hoje.

“As mulheres nas ciências sempre enfrentaram preconceitos, pois se justificava que o método cientifico desvalorizava muito as características tidas como femininas.”

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No cenário atual, vemos que os cursos de ciências exatas tem poucas mulheres e isso se reflete também no mercado de trabalho. De acordo com o PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, somente ⅕ do total de profissionais que compõe o setor de Tecnologia da Informação(TI) são mulheres, uma média 20% do setor. Com tão poucas mulheres atuando num setor que só cresce no Brasil fica a dúvida: Porque existe esse deficit no mercado? Para responder essa questão fizemos uma pesquisa para tentar entender porque existem tão poucas mulheres na área de desenvolvimento e para complementar essa questão iremos abordar como trazer mais mulheres e como mantê-las nessa área que tem diversas oportunidades e que está sempre aberta para o público feminino.

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Por muito tempo as mulheres ocuparam os subempregos e hoje elas estão vendo que com o estudo há uma grande possibilidade de crescimento profissional. Quando a escolha desse emprego é para uma área não convencional começa a saga da mulher conseguir seguir na carreira que ela acha que é a melhor para o seu futuro. Bem, a sua primeira barreira é vencer o preconceito da família, amigos e professores durante o período escolar.

Há duas principais razões para que as mulheres evitem a computação: (i) as mulheres possuem um percepção equivocada sobre as carreiras da computação e acreditam que não seria do interesse delas; (ii) as mulheres possuem uma visão estereotipada dos profissionais da área, o que as fazem buscar carreiras mais tradicionais.

E quando muitas delas vencem essa primeira barreira e continuam o estudo na carreira técnica acabam por sofrer um sutil assédio continuo. Podemos perceber isso quando na pesquisa questionamos quais eram as maiores dificuldades enfrentadas por elas na hora de desenvolver os códigos e muitas relataram que era difícil entender a lógica de programação, na segunda posição ficou a sensação de não ser capaz, e por fim elas relataram que tinham vergonha de pedir ajuda e de entender a utilização dos laços.
juliana-melo0de-bezerra-ita-02-size-620Podemos ver que a pressão que nos colocamos, por estar numa área totalmente masculinizada, faz com que nós criemos, na nossa cabeça que não podemos errar, que não podemos ter dúvidas e que temos que ser sempre melhores para passar por cima do preconceito inicial que enfrentamos no nosso dia a dia. Por fim depois de passar pela graduação chega a hora de enfrentar o mercado de trabalho, e aí começa mais um processo de vencer novos desafios e mostrar que somos capazes. Diferença salarial, assédio moral e sexual e provar a sua capacidade é o desafio diário da mulher no mercado de trabalho.

Será que existe razão para escolherem essa carreira? Existe uma forma de atrair as mulheres para a área de informática? Sim e sim, para as duas perguntas. Para isso precisamos entender os seguintes pontos:

1) O mercado demanda por profissionais capacitados;

2) O mercado precisa de profissionais com habilidades diferentes.

Muitas mulheres questionadas sobre porque elas escolheram a área de TI afirmaram que tiveram alguma influencia externa e gostavam de cálculo, gostavam de resolver problemas.

Podemos ver que a pressão que nos colocamos, por estar numa área totalmente masculinizada, faz com que criemos, na nossa cabeça que não podemos errar, que não podemos ter dúvidas e que temos que ser sempre a melhor para passar por cima do preconceito inicial que enfrentamos no nosso dia a dia.

Em estudo gerou-se um panorama das mulheres na computação em diversos países e constatou que Malásia(51,4%), Tailândia(55%), Cingapura( > 50%) e Guiana(54,5%) são uns dos poucos países em que as mulheres estão em maioria nas instituições.  Porque nesses lugares tem mais mulheres nessa área? Porque nesses países existe uma forte cultura e incentivo do governo em mostrar a programação desde do colégio e assim conseguimos a resposta para o nosso segundo ponto.

Quando se tem apoio da família, quando tem o primeiro contato com o computador em casa ou na escola e quando a escola incentiva o estudo da lógica de programação isso abre a mente das crianças para a possibilidade de conhecer outras carreiras além das convencionais e mostrar que a capacidade individual não tem nada a ver com o gênero.

 

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